terça-feira, 17 de março de 2009

Onde o Sol não alcança

Vai e vem suave,
Vai e volta delicado.
Volta só para ir de novo.

Sol nas costas,
Calor nas costas.

Vai e vem.
Vai e vem.
Constante.

Enorme subida.

Quebra de ritmo.

Tombo súbito.

Volta inteira.
Meia-volta.

Por que o céu é azul?

Por que estou vendo o céu?

Surpresa!
Não é meu aniversário.

Frio.
Agulhas no corpo todo.

Vazio atrás de mim.
Vazio em volta de mim.
Vazio em todo lugar.

Ardor nos olhos.
Corpo pegando fogo.
Fogo entrando no lugar do ar.

Descendo, descendo.

O mundo some.

Escuro, escuro.

Onde está o Sol?


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Tédio é algo terrível, não?

E palmas para quem conseguir entender o que aconteceu aí.
Ah, e não era pra rimar mesmo. Era pra ser prosa, não poesia, mas foda-se

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